31 de jul. de 2010

Universalidade Particular


O céu estava azul, sem nenhuma mácula. Às vezes, ao longe, algum pássaro passava, ou algum brinquedo de criança apontava. Mas não existia nada de muito fixo no céu de São Paulo. Talvez, se eu olhasse mais baixo, no horizonte, veria a marca da poluição, sempre fixa.


Só que eu sempre olho alto demais pra ver o que é
baixo.



O azul do céu, não se remetia a alguma paz ou profundidade. É o azul da independência, típico da imagem que se constrói dessa Capital.
Tudo aqui está de passagem. Uma independência egocêntrica, imersa a uma profunda solidão. Nada que possa ser sentido, pois aqui não há sentimento.
Nada de dores, de amores. Aqui só existe Eu, e o resto.

Talvez esse céu se referisse a alguma ausência, ou falta. Mas nada que pudesse preencher ou completar.

“São Paulo do Capitalismo Selvagem, da Independência Egocêntrica, e da Solidão Indiferente.”

Sempre pensei que assim o fosse na minha imaginação; Agora o sei na minha realidade.








Minha alegria compro em cápsulas...

-Jay Vaquer

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