De frente pra trás, de trás pra frente. A mesma mulher.
O meu ideal de mulher. Não meu objetivo. Talvez meu ídolo. Não. Somente admiração.
Uma mulher. Nada. Que passou a Tudo. Em todos os sentidos possíveis!
Talvez não entenda. Eu sim.
Dama, feiticeira, prostituta, encantadora, bruxa, rainha. Muito mais.
Passei parte importante da minha jovem vida seguindo seus passo, desvendando seus segredos, e fissurada por sua história.
Imortal. Enquanto houver vida haverá mistério a lhe ser descoberto.
Nunca conseguiria ser Ana. Talvez meu vislumbre esteja aí.
O fascínio pelo que não se pode alcançar.
Aprendi tanto com ela. Mais ainda o que não aprendi.
E apesar de tanta veneração por Ana, sempre serei Maria Bolena.
Puxou o capelo francês bem para trás, de modo que seu cabelo escuro aparecesse, e ajeitou o "B" dourado, que nunca tirava, ao redor do pescoço.
- A irmã de Ana Bolena
Philippa Gregory
pp. 238
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