17 de ago. de 2010

Crítica Literária


Uma ruptura radical separa o eu e o mundo.

Uma atitude complacente e narcísica que leva o autor a descrever detalhadamente suas menores emoções, suas mais insignificantes experiências sexuais, suas reminiscências mais fúteis: quanto mais repugnante, mais fascinante é o mundo! Falar mal de si, aliás, não destrói esse prazer, já que o essencial é falar de si - o que se diz é secundário.

O si mesmo é o único ser existente.
 
O mundo exterior, o mundo comum a mim e aos outros, que é o negado e depreciado...
Só posso declarar a vida e o universo como totalmente insuportáveis, se previamente me excluo deles.


- Tzvetan Todorov





...Solipsismos...

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